Mudanças...nem sempre são bem-vindas...
A primeira foi o anuncio da agência publicitária Fisher America em dissolver o atendimento e fazer que os clientes reportem diretamente com o pessoal do planejamento e criação. Uma das justificativas para a mudança eram as falhas internas na interface entre o cliente e a agência - algo que é de responsabilidade dos profissionais da área de atendimento.
Esse modelo, embora inovador no Brasil, já está sendo utilizado a algum tempo na Europa, onde grandes agências como a Mother já o possui.
A grande discussão está em torno da importência desse profissional...será mesmo que os "criativos" e os "planejadores" terão disponibilidade para somar mais essa atividade?
A segunda notícia: o prefeito do Rio de Janeiro, Cesar Maia, dispensa a utilização de agências publicitárias para as suas campanhas, cabendo a Secretaria Especial de Propaganda, Publicidade e Pesquisa (SEPROP) contratar diretamente, junto aos meios, os espaços de veiculação. Tal decreto, tem como consequências dois pontos: queda de qualidade e aumento de custo para a prefeitura (uma vez q a SEPROP não é uma agência, serão negados os descontos na compra das mídia).
O ano de 2006 começa agitado, diferente, confuso para todos nós que acompanhamos a publicidade. Só o tempo nos dará certeza se essas mudanças trarão melhoras ou pioras...
Se bem, que algumas trocas, podemos notar, ao primeiro olhar, que não serão vantajosas...
Nos resta apenas nos acostumar e entender, pois toda essa "turbulência" é apenas uma reação natural à mudanças.


